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Escritórios do Rio são os mais caros

16/02/2010 - Sem Categoria

A forte procura de empresas, sobretudo industriais e petrolíferas, por imóveis para instalar os seus negócios no Rio de Janeiro, fizeram da cidade a mais cara em aluguel de escritórios corporativos classe A do país. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Cushman & Wakefield, no último trimestre de 2009, a locação no Rio registrou média de R$ 90,70 por metro quadrado construído ao mês, contra R$ 88,54 registrados nos três meses anteriores. A cidade de São Paulo ficou em segundo lugar em aluguéis mais caros, com média de R$ 82,49 por metro quadrado construído por mês.

Classe A

A ocupação de escritórios classe A bateu recorde no fim do ano passado, com elevação de 96% do índice de absorção em relação a 2008. Foram entregues 92.000 metros quadrados. Segundo a gerente de pesquisa de mercado para América do Sul, Milena Morales, os valores de locação do mercado de escritórios tiveram valorização de 2,4%.

- Consequentemente, a taxa vacância (que mede o espaço vago em relação ao total construído), apresentou queda de 11,02%, com apenas 4,05% desocupados na cidade - explicou Milena Morales.

Segundo especialistas, os preços devem subir ainda mais este ano. A pesquisa aponta que o índice de absorção líquida (que mede a variação da ocupação) deve atingir os 119.000 metros quadrados em 2010 e serão entregues apenas 95.000 metros quadrados.

- O setor imobiliário não teve tempo de se preparar para a forte demanda, impulsionada pela recuperação da economia brasileira - afirmou o conselheiro da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Rodolpho Vasconcelos. Para ele, serão necessários ainda cerca de quatro anos para que a cidade esteja preparada.

Eventos

As incertezas provocadas pela recessão econômica global deixou muitos investimentos estagnados. Segundo Vasconcelos, os fortes indícios de crescimento econômico no Rio, com o pré-sal, a Copa do Mundo e as Olimpíadas também contribuíram para inverter este cenário e atrair empresas. O Produto Interno Bruto (PIB) industrial teve queda de 4,5% no ano passado e este ano a expectativa é de subir 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

- Passada a crise, as empresas querem retomar os planos e, para isso, precisam se instalar - afirmou Vasconcelos. - Novos empregos devem surgir e aumentar a renda per capita.

Oferta maior

O vice-presidente de Assuntos Condominiais do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, explica que os grandes lançamentos não foram suficientes para reduzir o preço das unidades. Mesmo com a inauguração de uma das torres do novo edifício Ventura Corporate Towers, no final de 2009, com 36 andares e 85.000 metros quadrados de área construída, o valor de locação ficou bem elevado.

- O Brasil é o país da vez no cenário internacional. A tendência é que a procura continue a aumentar e o mercado imobiliário corra atrás para tentar acompanhar - acredita Schneider.

De acordo com a Ademi, em 2009, o Volume Geral de Vendas (VGV) na cidade do Rio ficou em torno de R$ 950 milhões. Foram lançados dez empreendimentos comerciais, com um total de 3.331 novas unidades (3.229 salas e 102 lojas). Somente na Barra da Tijuca foram lançadas 2.712 unidades comerciais com VGV acima de R$ 850 milhões.

Marta Nogueira / fonte: Jornal do Brasil
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