Blog

Rio atrai projetos na área comercial

03/03/2009 - Sem Categoria

Rio atrai projetos na área comercial

O lançamento de imóveis comerciais na cidade do Rio de Janeiro praticamente dobrou em 2008, passando de 870 unidades em 2007 para 1.641 no ano passado, e ajudando a reduzir a queda no total de lançamentos imobiliários na capital fluminense, que ficou em 14,25% (11.603 contra 13.531 unidades em 2007). Mais do que isso, os lançamentos comerciais estão espalhando-se para bairros pouco usuais da capital, como Campo Grande e Jacarepaguá, e para cidades da região metropolitana, como Nova Iguaçu e Niterói.

A construtora e incorporadora RJZ Cyrela lançou um prédio de escritórios de 15 andares no centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com nível de sofisticação inusitado para a região, como centro de ginástica com piscina e sauna, auditório e terraço/bar. Em Charitas, bairro emergente de Niterói (antiga capital do Estado), a CHL (grupo PDG Realty), que cresceu lançando imóveis de luxo na zona sul do Rio, acaba de lançar, para entrega em 2010, o que, segundo a empresa, é o primeiro prédio comercial do bairro, com salas e lojas ao preço médio de R$ 208 mil. Em dois dias foram vendidas 50% das unidades.

No bairro de Campo Grande, zona oeste da capital, a CHL lançou em dezembro um prédio comercial com 410 salas e 36 lojas, também com equipamentos inusitados para a região, como catracas eletrônicas na portaria para controlar os acessos. Bairro da antiga zona rural do Rio, Campo Grande tornou-se ao longo dos anos o mais importante polo comercial e também um grande centro industrial da zona oeste (abriga, por exemplo, duas fábricas de pneus da Michelin) o que, segundo Rogério Chor, presidente da construtora, justifica a construção de um prédio comercial diferenciado.

Embora as estatísticas de novos imóveis comerciais na capital sejam em muito reforçadas por empreendimentos de grande porte em áreas tradicionais, o mercado aposta mesmo é em áreas com pouca ou nenhuma tradição para crescer. "O que acontece, na verdade, é que primeiro vem um "boom" residencial e, a reboque, vem sempre um "boom" comercial", disse Rodrigo Caldas, vice-presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ) e da construtora Conde Caldas (Concal). Bairros como Campo Grande e Jacarepaguá e cidades da Baixada Fluminense como Duque de Caxias e Nova Iguaçu receberam nos últimos anos muitos lançamentos residenciais.

Segundo Caldas, a Concal prepara projetos na zona sul, mas também procura áreas para construir prédios comerciais em Campo Grande e em Jacarepaguá (zona oeste), outro bairro que recebeu muitos prédios comerciais nos últimos anos. A empresa estuda lançamentos comerciais em São Cristóvão, bairro antigo da zona norte que vive processo de revitalização.

"Mesmo com o mercado em geral não tão aquecido, achamos que o mercado comercial está mais dinâmico", disse Caldas. Segundo ele, o surgimento de novos prédios residenciais atrai empresas e os próprios novos moradores muitas vezes são profissionais liberais que desejam se estabelecer próximo às suas novas casas. As construtoras identificam a necessidade de prédios comerciais a partir do cadastro compradores dos imóveis residenciais.

O vice-presidente da Ademi-RJ disse que o mercado imobiliário do Rio não cresce, mas também não encolhe este ano, ajudado em grande parte pela área comercial. "Se a pergunta fosse feita em julho eu apostaria em crescimento", afirmou. Segundo Caldas, a crise obriga as empresas a serem mais precisas nos seus novos projetos, porque não há mais espaço para errar.

Chico Santos / fonte: Valor
loading...
carregando