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Segurança e infraestrutura estimulam a verticalização

07/08/2011 - Sem Categoria

A correria do dia a dia, a busca por locais mais seguros e com uma melhor infraestrutura está fazendo com que a paisagem das cidades mude a cada ano com a chegada de novos empreendimentos. A resposta está no último Censo Demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, no Estado do Rio, por exemplo, dois em cada dez habitantes moram em apartamentos. Para as construtoras, esses números refletem o desejo dos consumidores. Até mesmo os das famílias de baixa renda que estão se beneficiando com a construção de prédios populares.

"Aquela ideia antiga do sonho da casa própria está mudando. Quem mora nas grandes cidades está buscando mais segurança e esses condomínios oferecem isso", explica Alexandre Calazans, gerente de incorporação da RJZ Cyrela.

Na opinião de Rodrigo Alves, diretor comercial da Call Construtora, a verticalização é um fenômeno diretamente ligado ao crescimento das cidades, que tem cada vez menos espaço disponível para moradias horizontais.

"Os condomínios oferecem principalmente mais segurança e praticidade para o morador. Entretanto, não podemos também esquecer de um fator histórico. A cada ano que passa, o Brasil se torna um país mais urbanizado. Em 1950, somente 30% da população do país vivia em cidades. Em 1970 esse número aumentou para 55%, ultrapassou os 80% em 2000 e há previsão de chegar aos 95% em 2050", estima Alves.

Para Naum Ryfer, diretor da construtora Pinto de Almeida, a classe média impulsionou a procura por moradias em prédios.

"Morar em casas, atualmente, é um privilégio de pessoas da classe econômica alta, que possuem as condições financeiras necessárias para atender às necessidades exigidas por este tipo de edificações", ressalta Naum Ryfer.

"Um exemplo claro é a valorização do bairro de Charitas, que após a construção dos condomínios de edifícios muitas pessoas deixaram de morar em suas casas e optaram pelos novos prédios, que acabam saindo mais em conta", exemplifica.

Estudo - Segundo os dados do Censo Demográfico de 2010, nos últimos 10 anos, mais brasileiros escolheram os condomínios como forma de moradia, hoje um em cada dez brasileiros vivem em apartamento. Ainda de acordo com o estudo, São Paulo é a cidade com maior número de prédios; um em cada seis apartamentos brasileiros está na capital paulista. A verticalização se espalhou pelo País e cidades pequenas e médias são hoje os principais motores dessa tendência.

Construções em Niterói

Nos últimos três anos foram construídos, somente em Niterói, 70 prédios residenciais. Os dados são da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói).

Segundo Joaquim Andrade, vice-presidente de relações externas da Ademi-Niterói, o número de prédios cresce na cidade devido o bom momento econômico que o País vive.

"Além do investimento, o imóvel é o sonho de muitas pessoas. E para quem pretende morar em locais com boa infraestrutura e próximo dos grandes centros, os imóveis em edifícios são as melhores alternativas", esclarece Andrade.

Ainda de acordo com o vice-presidente da Ademi, nos últimos oito meses foram lançados 36 edifícios em Niterói. O bairro com maior número de lançamentos residenciais foi Charitas, com 27%, das novas habitações verticais, em segundo lugar está Piratininga, com 15%, e em terceira colocação está Itaipu, com 12%.

Para Paulo Fabbriani, presidente da construtora Fator Realty, acredita que o conceito do coletivo é o principal motivador.

"Todos estão descobrindo que a divisão de custos de manutenção por mais pessoas traz benefícios e sinergias ao processo", comenta Fabbriani, acrescentando que a Fator Realty está construindo um megaempreendimento em Maricá com 300 prédios e aproximadamente 20 mil unidades.

De acordo com Naum Ryfer, da Pinto de Almeida, em 48 anos de existência a empresa já construiu, em Niterói, 116 condomínios residenciais .

"Atualmente temos três empreendimentos residenciais em andamento na cidade, totalizando oito prédios nos bairros de Pendotiba e Jardim Icaraí", contabiliza Ryfer.

Trocando a casa pelo apartamento

Quem resolveu trocar a casa com quintal e piscina por um prédio com playground foi a administradora de empresas Poliana Abreu, de 36 anos, moradora de Itaipu.

"Troquei a casa que meus pais me deram por um apartamento. Tenho uma filha de quatro anos e sei que toda criança gosta de correr e brincar com outras da mesma idade. E morando dentro de um condomínio a segurança é bem maior e a quantidade de amigos que a minha filha pode fazer é bem maior", conta Poliana, que comprou o imóvel na Região Oceânica há dois anos.

Ainda de acordo com a administradora, grande parte dos seus amigos mora em apartamentos.

"Morar em apartamentos está se tornando quase que uma regra para quem vive nas grandes cidade. Acho que hoje morar em casa é privilégio de quem vive em locais interioranos", comenta Poliana.

O comerciante Márcio da Silva, de 41, também morava em uma casa e comprou um apartamento. Segundo ele, a ideia de morar em um condomínio de prédios partiu dos filhos adolescentes.

"Eles acham mais confortável e sentem-se bem vivendo em um condomínio de prédios. Morei em casa por 38 anos e pensei que não iria me adaptar, mas me acostumei muito rápido. Hoje em dia não troco a comodidade das alturas por uma outra casa", revela Silva.

O comerciante explica que atualmente vive sem o medo de sua casa ser assaltada.

"Antes eu e minha mulher nos preocupávamos muito com a segurança da nossa casa. Além disso, temos uma vida muito corrida nos fins de semana e perdíamos muito tempo para cuidar da casa, o que é estritamente necessário". 

/ fonte: O Fluminense
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